A digestão é um dos pontos mais importantes diante de uma alimentação e rotina saudável. Afinal, somos o que comemos, absorvemos, digerimos, e excretamos, já que só comer um alimento saudável não é suficiente, é importante que o nosso trato gastrintestinal esteja saudável para absorver e utilizar todos os nutrientes da melhor forma possível para o funcionamento do nosso corpo.
A saúde digestiva pode ser influenciada pelo estresse emocional, que altera os mecanismos antioxidantes do nosso corpo, controle hormonal, podendo levar a deficiências nutricionais como de zinco, que é essencial na participação da digestão de proteína. Nesse caso, modular estresse, garantir os nutrientes importantes e alimentação com antioxidantes vão ajudar a cuidar da digestão.
Medicamentos antiácidos e inibidores da bomba de prótons (“prazóis”), pode alterar nossa absorção intestinal, ativando nosso sistema imunológico e substâncias inflamatórias, podendo levar a má absorção de nutrientes, e alguns sintomas como cansaço, alteração sono. Por isso, cuidar da saúde digestiva pode ser crucial para diminuir o uso desses medicamentos e seus efeitos colaterais.
Sintomas que a digestão não está tão eficiente: Sensação de estufamento, arrotos, flatulência após alimentar, resto de alimentos nas fezes, língua com saburra branca, unhas fracas e quebradiças …
E a primeira coisa que precisamos focar é na MASTIGAÇÃO. Somente absorvemos quando o alimento está triturado, e nosso estômago não tem dente. Portanto, além da saliva ter enzimas digestivas que já iniciam o processo de digestão, o alimento estará triturado para passar pelo estômago e ser absorvido no intestino
Para algumas pessoas, o excesso de líquido nas refeições pode prejudicar a digestão por diluir o suco gástrico, e as enzimas não se conectam com o alimento de forma tão efetiva.
Um dos programas que mais uso com os pacientes, é o PROGRAMA DOS 6 R’s
REMOVER – o que podemos eliminar para ter uma melhor função do trato gastrintestinal?
Alimentos alergênicos e que podem causar alguma sensibilidade para você. Evitar alimentos ultraprocessados com muitos aditivos (corantes, aromatizantes, conservantes …)
Sempre que possível preferir alimentos orgânicos (ou da época por serem menos contaminados).
Atenção a alguma alteração de fungos, parasitas… Alguns alimentos que podem ajudar nessas condições, além de um correto acompanhamento profissional. E cuidar para que o intestino esteja funcionando corretamente, com um bom consumo de fibras.
RECOLOCAR
Enzimas digestivas, nutrientes para o funcionamento digestório (como zinco, vitamina do complexo B de acordo com a individualidade de cada um)
Exemplos para otimizar a digestão
chás digestivos (1 xícara após as refeições):
Abacaxi e limão podem estimular as enzimas digestivas
As substâncias amargas estimulam a digestão (1 xícara antes das refeições): dente de leão, boldo, carqueja ou gengibre … Também pode ser interessante iniciar a refeição com um shot de limão (Avaliar sensibilidade individual), folhas amargas com molho de limão e gengibre.
Super importante deixar leguminosas de molho, trocando a água, por até 48 horas.
REPARAR
Nutrientes para cuidar da mucosa do intestino e do estômago, com frutas, verduras, legumes. Além de chás e suplementação avaliadas individualmente!
Dieta não irritativa e alergênica!
E sempre ouvir seu corpo, mesmo alguns alimentos saudáveis, é importante avaliar se eles te fazem bem!
RE-EQUILIBRAR
Uma alimentação saudável não consegue competir com estresse elevado, noites mal dormidas… Por isso ter momentos de autocuidado é essencial!
Quando foi a última vez que você separou um tempo para se amar, se abraçar, falar palavras de compaixão para você mesma? Além de toda parte nutricional nesse momento: recuperando a mucosa, parte digestiva!
REAVALIAR
Auto-observação, avaliar a reavaliar se as condutas e alimentos estão sendo o melhor! Observe seu corpo e como ele reage a alguns alimentos.
Conte com um profissional para te ajudar e entender possíveis deficiências e melhores condutas para o seu caso!
Entre em contato comigo e vamos trabalhar para que sua digestão esteja de acordo com o necessário!
REFERÊNCIAS
PASCHOAL, Valéria. Nutrição cliníca funcional: dos princípios à prática clínica. São Paulo: Ltda, 2014.

